sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Livro do papai – 5ª. Parte

Livro do papai – 5ª. Parte
Em 1910 meu pai casou com minha mãe. Nasceu a Julieta em 1911. Em dezembro de 1913 nasceu o João Lau, depois do João um nasceu morto. Em janeiro de 1916 nasceu o José Lau. Em fevereiro de 1920 nasceu o Mario, em março de 1923 nasceu o Francisco. Em 25 de junho nasceu o Antonio. Em julho de 1928 nasceu a Maria, a caçula, que morreu com dez anos. O aniversário da Mariinha era o mesmo da minha mãe. Minha mãe quando casou com meu pai só tinha 17 anos e meu pai tinha 50 anos. Meu pai era rico e minha mãe era pobre. O pai dela empurrou ela pra casar com um viúvo velho porque era rico. Minha mãe não sabia nem mesmo coar um café e ela aprendeu a fazer de tudo. Trabalhava muito. Meu pai ficou criando as duas famílias. Em 1914 casou o Augusto. A tia Quezinha entregou a Olímpia para meu pai, ela era mocinha. Ficou pouco tempo morando em casa. Minha mãe levava a gente para as festas em Guapé. Eram os Congados e a Semana Santa. A Olímpia ia junto. Ela ficou conhecendo o Zé Garcia. E deu casamento. Quando foi pra ela casar minha mãe quem arrumou tudo, meu pai nem ligou. Minha mãe deu muita roupa quente pra Olímpia. Na semana do casamento foi a minha mãe e a Olímpia a pé, me puseram em um cavalo grande com duas malas de roupas acompanhando as duas mulheres a pé. Eu era moleque. Passando na vargem, do Angola, perto da Jacutinga, a Olímpia escorregou e caiu em um poço de enxurrada e sujou tudo de barro. Foi preciso trocar a roupa para chegar em Guapé. Ficamos na casa da minha avó, no dia do casamento. A festa foi na casa do Zé Garcia. Deu muita cerveja. Quando ia abrindo as garrafas eu ia juntando as tampinhas. Meu pai nem foi em Guapé. Minha mãe fez tudo para a Olímpia, como se fosse filha dela. Minha mãe estimava muito os enteados. Mas até o Augusto falava que se meu pai casasse com minha mãe ele acabava com tudo que tinha. A Cassiana era muito “custosa”: minha mãe saiu de casa duas vezes por causa dela. Até que ela arrumou um casamento com o Zé Norato* de Capitólio. Mas eles brigavam muito. Sempre separavam e voltavam. Até que separada meu pai levou a mudança dela pra o Pihumy. Quando o marido dela morreu, meu tio Frederico (que morava em Pihumy) trouxe ela para vê o marido morto. Ficou a Guiomar “beata” (sem casar). Na passagem dos 50 anos ela casou com o Zé Garcia. Em 30 de maio de 1930 casou a Julieta com o Domingos Evaristo. Em 2 de setembro de 1933 casou o João Lau com a Geralda do Lindolfo. Em 24 de junho de 1938 eu casei com a Luzia. Ela morreu no dia 18 de outubro de 1939. Em 1942 casou o Mario com a Madalena do Antonio Caixito. Em junho de 1947 casou o Francisco com a Inês. No começo do ano de 1948 casou o Antonio com a Luzia. Em 24 de julho eu casei com a Aparecida do Antonio Evaristo. Em primeiro de junho de 1949, nasceu Lau, no Mundo Novo.

O capitolino José Norato ajudou no massacre dos ciganos, em 1918, como consta do livro “Capitólio em Prosa e Verso”, pagina 139, do ilustre Adil Rainier Alves que tive o prazer de conhecer, em Capitólio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Livro do Papai - 4a. parte - ago09

Livro do Papai – parte 4 - ago 09

Este terreno que pertence ao Capitólio e a Escarpas era do município do Guapé. E antes tudo pertencia a Boa Esperança. Para ligar os terrenos dos dois lados do rio fizeram uma ponte de madeira, onde era a ponte Mello Viana. Esta ponte elles “tratavam” de ponte Branca. Na inauguração dessa ponte (a ponte de madeira – observação minha) veio uma moça de Cristaes que ficou conhecendo o meu avô, o Francisco Rodrigues de Ávila. Ella chamava Cassiana, da família Pires de Cristaes. Arrumaram ella pra casar com meu avô, porque naquele tempo não usava namorar, casavam. Logo elle fez casa na fazenda do pai delle. Era na beira do córrego que vem do Olho d´Agua, pra cima do Zé Baio. Começou a criar a família. A mais velha chamava Cota, mãe da Olímpia do José Nico, da antiga Ventania, hoje Alpinópolis. O segundo filho era meu pae, chamava Venceslau Avelino de Ávila, o terceiro filho chamava Evaristo Pires de Ávila, o quarto Mizael, o quinto José Baio, o sexto Antonio Pires de Ávila, o sétimo chamava Reginaldo Rodrigues de Ávila, tinha apelido de Dico, o oitavo chamava João Augusto de Ávila, o nono chamava Francisco Rodrigues de Ávila, tinha apelido de Chiquinho Cassiano. Todos se casaram, só ficou solteiro o Chiquinho. Meu pae casou pela primeira vez com uma prima, chamada Barbara. O sogro delle era irmão do pai delle. Chamava-se Manuel. Quando meu pae casou elle comprou um terreno perto da Jacutinga. E tirou rego d´agua, assentou mijolo, munho e fez uma casa grande e boa. Este terreno tinha muita cultura, terra de planta. Morou onze anos nesta casa. A mulher delle morreu. A Olímpia era nascida, estava novinha (Olímpia – mãe da Iolanda – idem). A tia Quezinha pegou ella pra criar. O Mizael morava onde o Tino Quitério morava. Meu pae falava que dever obrigação para os outros é pior do que dever dinheiro. Logo depois a tia Quezinha falou: “cumpadre Lau cede a fazenda pra nós e você arruma outra” Elles já eram cumpadres. Elles eram padrinhos da Olímpia. Meu pae ficou apertado porque elle tinha amor na fazenda, era uma das melhores fazendas do Guapé, mas meu pae por dever obrigação, cedeu a fazenda. O tio Mizael deu aquela fazenda do Augusto Lau, cem alqueires e lá no Mundo Novo aquele pasto de cima em troca da fazenda delle. O tio Miazel ainda voltou dois contos e quinhentos em dinheiro. Meu pae falava que este dinheiro gastou todo com inventário. E meu pai passou todos os terrenos (das duas propriedades-idem) para os filhos. Elles eram cinco: Maria Barbara, Augusto, Cassiana, Guiomar e Olímpia. Esta fazenda do Mundo Novo tinha muita terra de planta, terra boa. Antigamente o pessoal só plantava em terra de cultura porque não tinha adubo. Meu pae fez uma casa de esteio de madeira, de chão e de parede de pau a pique, barriada. A casa tinha sala, copa, dois quartos, mais uma varanda, cozinha e um quarto na varanda. Meu pae foi dos primeiros moradores do Mundo Novo. Elle mudou para essa casa e levou uma creôla velha, que foi escrava. A vó do João Pretinho, para cuidar dos meninos. Ella chamava Joaquina, eu conheci ella. Lá meu pae fez o casamento de uma filha a Maria Barbara. Casou com Salatiel Bernardes Coelho. Elle fez uma casa boa, de assoalho, no lugar da minha casinha, deu um alqueire de mato pra elle roçar e plantar café. Meu pae também roçou e plantou um alqueire de café. Em mil novecentos e dez meu pae casou com minha mãe. E começou a criar a família...............(continua)...........

sábado, 25 de julho de 2009

Dia dos Pais - tributo ao nosso patriarca

Dentro de alguns dias será o Dia dos Pais. Para marcar mais um ano sem aquele de onde vem toda a FAMILIA AVILA, nada melhor do que um vídeo com os seus grandes momentos.
Um abraço

terça-feira, 28 de abril de 2009

Onde afinal encontram-se os nossos limites?

Tony Melendez - para aquecer o coração

sábado, 25 de abril de 2009

Instituto Nina Rosa - Importante

Anexo o video institucional sobre a situação dos animais no planeta.

domingo, 19 de abril de 2009

Antes e Depois


































































Ola pessoal, percebi neste ultimo feriado que muitos estão se conscientizando que uma alimentação equilibrada é saúde. Um cientista americano afirmou que sub-nutridos são mais longevos que obesos! Alguns já entraram na dieta, outros estão planejando e muitos estão mais atentos à balança. Estou criando esta rubrica no intuito de incentivar os que ainda estão em dúvida. Quem sabe ajuda. Me considero autorizado a publicar as fotos de todos que fizeram o esforço e venceram, a quem desde já douos parabéns. Quem não quiser que me diga. Inauguramos com a Gabi e o Michaël. Para ampliar a foto clique sobre a mesma.
Bom feriado
Law

quinta-feira, 19 de março de 2009

Meu Reino Encantado

Apenas imagens e sons neste dia da Festa de São José! ............................
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Para ouvir a música clique no quadro abaixo.