segunda-feira, 22 de março de 2010

CARNAVAL 2011 - 1000 Avila´s em Guapé!

(clique na imagem para ampliar)
Lançado o desafio: em março do próximo ano (dia 8 de março será a terça feira de carnaval) os descedentes de JOSE RODRIGUES DE AVILA, que teria chegado em Guapé, no início do século 19 (1800), ou seja há mais de 200 anos, se reuniriam na cidade onde tudo começou.


Olá,
Guapé era apenas um lugarejo uma vez que o patrimônio de S. Francisco só foi definido após o famoso tremor de terra(de 1832) que levou a esposa do capitão José Bernardes a doar uma fração de terra para a construção da capela, onde tudo começou, conforme consta do livro do Dr. Sano, GUAPÉ.
Anexei uma foto do Guapé atual para aqueles que não visitam a sua cidade de origem há muito tempo.
Gostaria de contatar outros AVILA´s em BH, Passos, Rib. Preto, Alpinopolis, etc. Ajude-nos.

Precisamos de um voluntário ou voluntária para dar continuidade a Arvore Genealógica e vamos precisar de muitos outros ainda para a organização desse evento. Veja mais informações sobre Guapé no link:
http://www.mgquilombo.com.br/turismo/guape/
(copie e cole na sua barra de endereços)

quinta-feira, 18 de março de 2010

GUAPÉ - O livro do Dr. Sano


O nosso ancestral está lá, como um dos fundadores de Guapé. Papai dizia que ele ajudou a construir a igreja matriz de Guapé e curiosamente o Dr. Sano, em seu livro GUAPÉ, confirma esta informação. O nosso "ancestral" é o Francisco Rodrigues de AVILA, filho do que chegou em Guapé, com apenas uma mula arriada, o Jose Rodrigues de AVILA, por volta de 1800. Vindo não se sabe de onde. Clique na imagem e amplie-a para se deliciar com a ironia quase macabra de nosso ancestral. Curiosamente, um tio - que conheci - que só tinha filha mulher, com muito pesar, quando nascia mais um filho (não existiam as ecografias, claro) quando lhe anunciavam que era mulher, lá do curral ele dizia: "é pichorra? nem precisa me mostrar, pode jogar no chiqueiro, pros porcos comerem!" Nunca teve um filho homem!

domingo, 14 de março de 2010

Mais fotos + agradecimentos (clique na foto pra ampliá-la)

Se não sabe como, pergunte ao seu coração. As respostas pela emoção serão sempre, além de autênticas, as únicas realmente suas, sem risco de plágio. Mais fotos fornecidas pelo Nério, meu irmão. Abraços E...para embalar o seu fim de domingo Kris Kristofferson no som anexo

quinta-feira, 11 de março de 2010

Reportagem EPTV - A Travessias das Aguas

Ha algum tempo coloquei o video de uma reportagem sobre a "A travessia das Aguas" realizada pela EPTV de Varginha. Desta vez vou deixar o link do blog onde pode ser vista toda a serie de 20 reportagens. Uma viagem gostosa pela historia e pelos dramas de muitos dos nossos naqueles tempos dificeis e inglorios de expulsão de nossas terras, empurrados que fomos para o "progresso" quando todos queriam apenas viver bem, felizes em seu torrão nata.
Basta clicar no link. Se não funcionar,copie e cole em sua barra de ferramentas.
http://eptv.globo.com/blog/blog.asp?id=5

quinta-feira, 4 de março de 2010

Minas Geraes de sempre


Copiei e colei o texto a seguir do professor José A. O. de Resende da Federal de São João del-Rei.

"Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite....
Que saudade do compadre e da comadre!"


A este texto, saboroso, que tem gosto de pão de queijo e de bolo de fubá, gostaria de acrescentar uma triste constatação no que diz respeito às relações entre as pessoas.
Percebo que às vezes até entre pessoas da mesma família, quando alguém "precisa" falar com outra pessoa o faz no celular, mesmo sabendo que é uma ligação mais cara de que no telefone fixo, para ter a certeza de só falar com a pessoa com a qual "precisa" falar e assim não correr o risco de ser atendido por alguém, ainda que da família, insinuaria uma certa aproximação que não se quer ter!
Mais uma daquelas perversidades que o progresso ajuda a instigar nas relações entre as pessoas. Um cordial abraço.
W. Avila

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Hoje - o dia do OBRIGADO

(clique na foto para ampliá-la)



Quando achar que um simples obrigado é pouco, acrescente uma pitada de emoção e deixe-se levar.
Confesso que, naquele dia abençoado, comecei a sentir a necessidade de dizer obrigado antes mesmo de me despedir do Tio Mario e das pessoas.
Estar entre tantas pessoas que, ainda que distantes, têm significado para nós, além de muito agradável, é um privilégio e saber agradecer por isso é uma virtude. Costumamos curtir a festa, elogiar as pessoas, acordar a nossa generosidade e depois entramos de novo na engrenagem de nosso tempo ou da falta dele e...esquecemos!
Quando acontece de o senso de gratidão estar com baixa cotação ou a gratidão fora de nossas prioridades, raramente vamos além do simples obrigado.

Foram muitos, os manifestos, esta semana tanto no Blog quanto em mensagens que me enviaram. Em uma delas e com muita propriedade, minha sobrinha Alina, ajudou-me a entender melhor o sentido deste Blog: “trazer à tona as sensações de momentos que não voltam mais”. Obrigado Alina.
Obrigado também, com varias “pitadas de emoção”, a todas e todos que me deram o privilégio da visita ou o gesto generoso de uma mensagem pessoal. Nestes tempos onde a nossa atenção é atraída por todo tipo de mídias, de spams, propagandas, de mensagens que, quando personalizadas o são por computadores, etc., alguém, tirar de seu tempo, minutos que sejam, e lhe endereçar uma mensagem pessoal, é sempre um privilégio.
Que muitos encontros, sempre festivos, possam novamente nos reunir no futuro.
Continuem visitando o Blog, deixando seu comentário, se inscrevendo, dando idéias. Foram 300 visitas somente nesta semana que passou. Já está dando para sonhar com 1000 ou + Avilas além dos amigos, reunidos em Guapé, em um futuro não muito distante! Que tal?
Antes de sair faça uma visita ao site da Arvore Genealogica da Familia AVILA" clique no link ou copie e cole na sua barra de endereços:
http://www.myheritage.com.br/site-74972971/familia-avila

Um abraço e boa semana a todos.
W. Avila

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tio Mário - 90 anos!

(clique na foto para ampliá-la)
A quantidade de pessoas presentes foi proporcional à grandiosidade e à importância do evento. Inesquecível este 20 de fevereiro de 2010!

O que é ter 90 anos hoje? Obviamente, em primeiro lugar é ter nascido em 1920, apenas dois anos após o fim da carnificina da Primeira Grande Guerra, que dizimou nove milhões de pessoas, em apenas quatro anos!


É ter nascido de parteira, é ter sobrevivido a doenças tão comuns como a pneumonia (não existiam os antibióticos) e se homens, é ter evitado ficar estendido nos campos de batalha europeus, de onde perto de 2000 brasileiros não voltaram (vivos) das lutas na Segunda Grande Guerra (1939-45).

Para que os mais jovens saibam, nossos pais só faziam o seu registro civil, depois que já tinham passado da idade de fazerem o alistamento militar e assim, evitar de serem enviados para uma guerra que não nos pertencia (José Lau nascido em 1916 e registro de nascimento de 1914

Nosso querido tio Mario que não nasceu em Guapé (e nem no Mundo Novo) e sim em Piumhi (grafia da Wikipédia), vejam porquê. Wenceslau Avelino de Avila, nosso avô, heróico defensor de valores humanos inatos, como o direito sagrado da propriedade, defendia com unhas e dentes ( e algumas espingardas!) a sua beira de rio, contra vizinhos que insistiam em abrir um porto, no fundo de sua horta. Para evitar dramas maiores o seu cuinhado (tio Frederico) lhe propôs uma troca de casas, por um ano, até que as coisas se acalmassem, e assim, foi a Dona Maria Cândida, grávida de vários meses, de mudança para Piumhi.
Quando voltaram, o choro do nosso tio já podia ecoar em paz, pela casa, a poucos metros das barrancas do rio Grande, no Mundo Novo.
Por 90 anos existiram centenas, milhares de outros grandes eventos como, morar no Sementeiro, visitas mútuas entre as famílias, tempos depois, mudar-se para a outra margem do Rio Grande, ou como se dizia na época – mudar para o “trabanda”,
ou ainda estarmos juntos - tio Mario, papai, José e eu - na inauguração da capela do Morro do Chapéu, em julho de 1958, pelo Padre Alberico, até que, o “progresso” venceu a todos, e as águas da barragem de Furnas o expulsou de um dos mais belos cenários, às margens desse saudoso rio. Está correto: “saudoso”, porque ele não existe mais.
Este grande mineiro, Juscelino – o homem dos 50 anos em 5 - que transformou o Brasil em um país moderno, é o mesmo que levou à miséria e à desgraça, centenas e centenas de nossos parentes na região!
Expulso por essa mesma água, que hoje desenha tão belas paisagens e cria cenários deslumbrantes, eis que nosso tio, como milhares de outros, vai para a cidade grande – Passos.).
Mas nossas raízes, a da nossa família, não foram plantadas nas cidades grandes.
Podemos passar dezenas de anos em Passos, Campinas, São Paulo, mas o apelo do torrão natal, continua lá (bem guardado) e se ele não existe mais ( o torrão natal), como é o caso do nosso tio, podemos eleger outro, desde que tenha terra, que tenha rio, arvores naturais, abundantes, frutas, e liberdade onde possa sentir-se dono.
Assim, foi muito bom saber, que por escolha do tio, nesse 20 de fevereiro de 2010, 90 anos após o eco do primeiro choro, (em alguma rua da histórica Piumhi) iríamos rever tantas pessoas, em algum ponto entre o Itaú e as Três Fontes.
Não poderia haver melhor cenário para esse re-encontro: parentes, amigos e até a professorinha do primário, a Dona Maria; que banho de juventude ao vê-la assim, com tanta energia e disposição. Os anos não enrugam as lembranças.
Há meses que eu esperava esse grande dia e assim, até com um pouco de ansiedade, deixar Campinas bem cedo e poder encontrar nosso tio, em companhia de todas essas pessoas, algumas não vistas há muito tempo!

Ao meu padrinho (que insisto em chamar de tio há quase 60 anos!) e também a tia Madalena e à pequena, mas eficiente família que, com esmero, preparou tudo isso para nos receber de maneira tão carinhosa e eficiente – impecável - o meu muito obrigado.
Wenceslau